Cursos
2014
2014-1 - 2014-2
CURSOS DE 2014/2
Prof. António Pedro Mesquita - Un. de Lisboa
Prof. Fernando Santoro - UFRJ

 

 

Pós Graduação | Graduação

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PÓS GRADUAÇÃO

Prof. António Pedro Mesquita - Un. de Lisboa
Mini-Curso : Os Fragmentos Exotéricos de Aristóteles

Horário:
segundas e terças 10:00 - 13:00

PROGRAMA:

1. Introdução ao Estudo dos Fragmentos das Obras Perdidas de Aristóteles

1.1. A obra conservada de Aristóteles.
1.2. O corpus aristotélico subsistente e as obras perdidas.
1.3. As obras exotéricas de Aristóteles.
1.4. Os fragmentos das obras exotéricas de Aristóteles.

2. Os Catálogos Antigos das Obras de Aristóteles

2. 1. Os catálogos antigos das obras de Aristóteles.
2.2. O conteúdo dos catálogos.
2.3. A estrutura dos catálogos.

3. Os Fragmentos das Obras Exotéricas de Aristóteles

3.1. Acerca da filosofia .
3.2. Acerca da prece .
3.3. Acerca da justiça .
3.4. Acerca da riqueza .
3.5. Acerca dos poetas .
3.6. Acerca do bem .
3.7. Acerca da nobreza .
3.8. Acerca da realeza .
3.9. Alexandre .
3.10. Banquete .
3.11. Eudemo .
3.12. Político .
3.13. Grilo .
3.1.4. O amante .
3.1.5. Protréptico .
3.1.6. Nerinto .
3.1.7. Sofista .
3.1.8. Acerca da educação .

BIBLIOGRAFIA

ROSE, Valentinus, Aristotelis qui ferebantur librorum fragmenta, Leipsig: Teubner,1886.
Trad. port. CAEIRO, António de Castro, Fragmentos atribuídos a obras perdidas de Aristóteles, Obras Completas de Aristóteles vol, X, Coimbra, no prelo.

ROSS, W. D., Aristotelis Fragmenta selecta, Oxford, 1955
Trad. ingl. Selected fragments, Oxford, 1952
Trad. port. Textos editados por Ross para além dos incluídos em Rose.


INSTRUMENTOS:

Slides

Testemunhos Antigos sobre as obras exotéricas de Aristóteles, trad. A. Mesquita

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Prof. Fernando Santoro
FCF868 Teorias da Verdade II

Horário:
quartas 14:00 - 17:00
PROGRAMA:

Estudos sobre a Metafísica de Aristóteles, e leitura do seu quarto livro.

A Metafísica de Aristóteles é talvez o texto clássico que mais suscitou interesse e mais recebeu transformações interpretativas ao longo do séc. XX e também o texto clássico que mais tenha desempenhado influências nas mais diversas correntes da filosofia contemporânea. Notadamente, a partir da obra de Jaeger (1912), os seus livros foram diversas vezes desmembrados, arrumados e rearrumados, segundo as mais diversas hipóteses, construídas, na maioria das vezes, pelo chamado método genético de análise filológica e filosófica. Após um século de estudos e inumeráveis controvérsias, algumas considerações importantes merecem ser levadas em conta e partilham de aceitação geral. Primeiro, que quaisquer que sejam as datas de redação dos livros, eles de fato reúnem resultados de diversos períodos de pesquisa e docência de Aristóteles e, a despeito de unidade e coerência internas da obra como um todo, podem ser vistos e estudados em blocos assaz independentes entre si – o que justifica a edição de seus livros em separado, como tem sido feito nas traduções comentadas mais recentes (Kirwan, 1993; Cassin, 1989, Hecquet-Devienne 2008). Segundo, que os livros que compõem a Metafísica são textos de uso letivo ( akroamatiká ), com as peculiaridades e rigores próprios de uma linguagem de uso interno ( esoterikós ), o que deve nortear o cuidado do estudante para não perder o sentido destas peculiaridades próprias do rigor filosófico, ainda que um texto assim, de fato, requisite a leitura de um estudioso e dificulte uma abordagem leiga. Por isso, também é preciso compensar o estilo concentrado e técnico com comentários esclarecedores; uma leitura sem esse mínimo de apoio torna-se ininteligível fora de círculos bastante restritos. Além dessas rápidas considerações gerais sobre a Metafísica, cabe ver as particularidades do livro sobre o qual pretendemos trabalhar neste período.

Livro IV ( Gamma )

Aqui, de fato, Aristóteles começa a tratar positivamente dos primeiros princípios que constituem o tema de uma investigação ontológica. Esta filosofia primeira apresenta-se como a ciência do ‘ente enquanto ente' i.e. como ciência da ‘essência' ( ousia ) e seus predicados próprios. É apresentado o problema da plurivocidade do ente e do sentido de se falar de uma unidade diretriz de sentido (que a leitura oxoniense chama de ‘focal meaning' ) para as várias formas de ‘dizer que algo é' (segundo o esquema das categorias; segundo a entidade ou o que nela coincide; como verdadeiro ou falso; como potência ou realização). Neste livro também são formulados dois princípios fundamentais para o conhecimento e diferenciação dos entes: o princípio de não contradição (PNC) e o princípio do terceiro excluído (PTE). Boa parte do livro busca defender a validade e necessidade do PNC que, por ser um princípio primeiro, não pode ser demonstrado segundo o modelo de demonstração científica dos Segundos Analíticos. Aristóteles empreende uma argumentação que ele intitula ‘demonstração por refutação'. Para esta refutação dialética, é necessário um adversário, que o filósofo vai buscar entre os principais pensadores que parecem se lhe opor: Heráclito, Crátilo, Protágoras e outros. A estratégia de argumentação utilizada por Aristóteles para defender o PNC é uma perspectiva das mais importantes para pensar as formas de linguagem de conhecimento, os cruzamento entre diversos modos de racionalidade, e os problemas de método envolvidos numa reflexão lógica e ontológica fundamental. Não é à toa que este texto tornou-se, contemporaneamente, objeto de estudo de todas as linhas interpretativas filosóficas interessadas nas questões do Estagirita, desde os estudos de lógica formal e teoria do conhecimento até os estudos de filosofia prática sobre intencionalidade, passando, obviamente, pelo questionamento ontológico das suas posições realistas, pragmáticas, fenomenológicas (no sentido grego de ‘dizer o que se mostra' – legein ta phainomena ).

BIBLIOGRAFIA

Bibliografia Básica :

Aristóteles, Metafísica, Liv. IV

*Metafísica, ed. Trilingüe, Madrid, Gredos, 1982 (Ed. V. G. Yebra)

Ótima tradução, bastante fiel ao texto estabelecido por W. Jaeger, o cotejo com o texto grego e a tradução latina de Moerbecke (maior parte) são muito úteis, especialmente para a construção de conceitos em português mais calcados nos lexemas gregos.

*La Métaphysique. Paris, Vrin, 1981 (Ed. J.Tricot)

Tradução por demais parafrásica, e assim datada, contudo a edição comporta boas notas, sobretudo referentes aos comentadores antigos.

*Metafísica (livros I e II). São Paulo, Abril Cultural, 1973 (Ed. V. Cocco)

Possuímos apenas a reedição pela coleção Os Pensadores, tradução sem maiores cuidados ou defeitos, interessantes remissões ao comentador conimbricense do séc. XVII Pedro da Fonseca.

*La Metafísica. Napoli, Loffredo, 1968 (Ed. G. Reale); edição renovada e acrescida do texto grego: Milano, 1995; e traduzida para o português: São Paulo, Loyola, 2002

Tradução boa, com valiosas notas atualizadas na reedição de 1995 e ótima introdução. A tradução portuguesa tem o mérito de tornar acessíveis os trabalhos do tradutor e comentador italiano.

*Metaphysics. Cambridge, Harvard, 1933 (1996) (Ed. Tredennick)

A edição tem a praticidade da coleção Loeb: de bolso, resistente, bilíngüe, notas contidas.

*Metaphysics. Oxford, Clarendonian press, 1924 (1997) (Ed. D. Ross), a tradução encontra-se na reedição da coletânea das obras de Aristóteles: The complete Works of Aristotle, Princeton, 1985 (Ed. J. Barnes)

Ótima edição crítica comportando um excelente aparato de notas; mesmo se sua tradução já foi superada em algumas partes por traduções recentes, ainda é referência em língua inglesa.

Cassin Barbara & Narcy Michel, La dédicion du sens. Aristote : Livre Gamma de la Métaphysique . Paris, Vrin, 1989.

Ótima edição, bilíngue, com comentário, do livro Gamma da Metafísica.

Bibliografia Suplementar

Alexander of Afrodisias, On Aristotle's Metaphysics 4 , Ithaca, Cornell, 1989 (Ed. R. Sorabji)

Aquino , Thomas, In Metaphysicam Aristotelis commentaria , ed. Cathala, Torino, 1950

Aubenque Pierre, Le Problème de l'être chez Aristote , Paris, PUF,1962, 5 a ed. 1983

Berti , Enrico, L'unità Del sapere in Aristotele , Padova, 1965.

Aristóteles no século XX , trad. D. Macedo, São Paulo, Loyola, 1997.

As razões de Aristóteles , São Paulo, Loyola, 1998 (Ed. D. Macedo).

Cassin Barbara, Aristote et le logos , Paris, PUF, 1997.

(Ed.) Jan Lukasiewicz : Sur le principe de contradiction chez Aristote, RD 1 ( 1991).

« Parle si tu es un homme » ou l'exclusion transcendantale , EP (1988).

Ensaios sofísticos . São Paulo: Edições Siciliano, 1990 (Ed. A.L. de Oliveira e L.C.Leão).

L'Effet Sofistique , Paris, Gallimard, 1995.

Faria , Maria do Carmo B., Primeira Leitura da Metafísica de Aristóteles , coleção Teses, Rio de Janeiro: UFRJ.

Heidegger , Martin, Questions I et II. Qu'est-ce que la métaphysique? Paris: Gallimard, 1968, 1990.

Identidade e diferença. A Constituição Onto-teo-lógica da Metafísica. Hegel e os Gregos. Que é Metafísica. São Paulo: Abril Cultural, 2ed. 1983 (Ed. E. Stein).

Introdução à metafísica . Rio de Janeiro, Edições Tempo Brasileiro, 1970 (Ed. E.Carneiro Leão).

Irwin , Terence H., Aristotle's first principles , Oxford, Clarendonian press , 1988

Jaeger , Werner, Aristoteles, Grundlegung einer Geschichte seiner Entwicklung , Berlin, 1923. (em espanhol: México, F.C.E., 1992, Ed. J. Gaos).

Owens Joseph, The Doctrine of Being in the Aristotelian ‘Metaphysics' , Toronto, Pont. Inst. Med. Studies, 1951, 3 ed. 1978

Reale , Giovanni, Guida alla lettura della "Metafisica" di Aristotele , Roma, Laterza, 1997

Introduzione a Aristotele, Roma, Laterza, 1974

Wieland , W., "Inquiry into Principles," [Barnes et al., v. 1] 127-140.

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GRADUAÇÃO

FCF281 Seminário de História da Filosofia Antiga II
Horário:
terças 17:00 – 20h20
Ementa: Estudo e discussão de uma ou mais teses filosóficas representativas do pensamento antigo.
Monitora: Raisa Inocêncio

PROGRAMA:

ver acima

BIBLIOGRAFIA:

ver acima

INSTRUMENTOS:

Modelo de Bibliografia
Modelo de Resenha crítica
Modelo de Biografia
Modelo de Tradução
Modelo de Testemunho

 
CURSOS DE 2014/1

Prof. Fernando Santoro - UFRJ

 

 

Pós Graduação | Graduação

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PÓS GRADUAÇÃO
FCF828 Tópicos da História da Filosofia IV
Horário:
terças 14:00 - 17:00
PROGRAMA:

Estratégias retóricas e poéticas da sabedoria Antiga : de Homero aos filósofos pré-socráticos. Levantamento e análise preliminar dos problemas relativos às fontes e à recepção. Investigação e reflexão sobre questões relativas aos limites, definições e fronteiras da filosofia a partir da problematização da origem.

BIBLIOGRAFIA

Aristóteles . Metafísica (livros I e II). São Paulo: Abril Cultural, 1973.

Barnes , Jonathan (1979). The Presocratics Philosophers . (tradução ao espanhol de E. López). Madrid: Cátedra, 2000.

Bornheim , Gerd. Os Filósofos Pré-Socráticos . São Paulo: Cultrix, 1991.

Carneiro Leão , Emmanuel e Wrublewski, S. Os Pensadores Originários . Petrópolis (RJ): Vozes, 1991.

Cavalcante de Sousa , José. Os Pré-Socráticos . São Paulo: Abril Cultural, 1973.

Colli, Giorgio [1977]. A sabedoria grega. (tradução de Renato Ambrósio). Vol I, II, III. São Paulo: Paulus, 2011. .

Colli, Giorgio, O Nascimento da Filosofia , trad. Federico Carotti, Campinas, Ed. Unicamp, 1992

Diógenes Laércio . Vidas e Doutrina dos Filósofos Ilustres . (tradução de Mario G. Kury). Brasília (DF): UnB, 1988.

Diels, H. & Kranz, W. Die Fragmente der Vorsokratiker . Zürich: Weidmann, 1996.

Gomes , Pinharanda. Filosofia Grega Pré-Socrática . Lisboa: Guimarães, 1994.

Hesíodo . Teogonia. A origem dos deuses . (tradução Jaa Torrano). São Paulo: Iluminuras, 1992.

Hesíodo . Os trabalhos e os dias . (tradução de L.O.F. Mantovanelli). São Paulo: Odysseus, 2012.

Homero. (Ed. Allen) . Opera (v.3 e v.4). Oxford: Clarendonian, 1990.

Homero. (Ed. C. A. Nunes) . Odisséia . São Paulo: Melhoramentos, 1962.

Kahn , Charles H. A arte e o pensamento de Heráclito . (tradução de Élcio de Gusmão Ferçosa Filho). São Paulo: Paulus, 2009.

Kirk , G.S & Raven, J.E. [1983]. Os Filósofos Pré-Socráticos . (tradução de Carlos Alberto L. Fonseca). 6ed. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1982.

Laks, André, Introdução à "Filosofia Pré-Socrática", São Paulo, Ed. Pualus, 2013.

Santoro , Fernando . Filósofos Épicos I : Pamênides e Xenófanes, fragmentos . 1. ed. Rio de Janeiro: Hexis, 2011.

Santoro , Fernando . Poema de Parmênides . Rio de Janeiro: Azougue, 2007.

Santoro , Fernando , CAIRUS, Henrique. Simpósio OUSIA: Conferências sobre o Mourão , Geraldo M. Parmênides, O Poema, (p.00-00). Caderno Rio-Arte, 2(5), 1986.

INSTRUMENTOS:

Bibliografia de Empédocles
Modelo de Bibliografia
Modelo de Resenha crítica
Modelo de Biografia
Modelo de Tradução
Modelo de Testemunho

Site Empedocles Acragas

Fragmentos dos Pré-Socráticos em grego e tcheco (trad. Tomas Vitek)


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GRADUAÇÃO

FCF631 História da Filosofia Medieval III
Horário:
terças 17:00 – 20h20
Ementa: Estudo de uma ou mais obras do pensamento medieval.
Estagiário: Renato Moraes Monitora: Raisa Inocêncio

PROGRAMA:

Estudo do De Vulgari Eloquentiae (Sobre a Eloquência em Vernáculo) de Dante Alighieri. Questões filosóficas sobre línguas e linguagem. Língua douta e língua vulgar. A língua adâmica e as línguas babélicas. O latim dos filósofos e as línguas dos poetas. O problema contemporâneo dos intraduzíveis em filosofia.
Projeto Cosmologias Poéticas. Projeto Dicionário dos Intraduzíveis.

BIBLIOGRAFIA:

ALIGHIERI, Dante, De l´éloquence en vulgaire, Paris, 2011
ALIGHIERI, Dante, Sobre a eloquência em vernáculo, Porto Alegre, 2011
ALIGHIERI, Dante, A divina comédia. (qualquer edição)
ALIGHIERI, Dante, Vida Nova *(qualquer edição)
DE LIBERA, Pensar na idade média, São Paulo, 1999
FLASH, Kurt, Introduction à la philosophie médiévale, Fribourg, 1992
SCHUBACK, Márcia, Para ler os medievais, Petrópolis, 2000

 


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